Objetivo

Semeando a Verdade que liberta, a saber, Jesus Cristo!

terça-feira, 29 de junho de 2010

Ruído na Linha




É interessante como as situações no cotidiano nos remetem a meditarmos sobre trechos e acontecimentos paralelos descritos na Bíblia.

Uma delas, a qual quero abordar hoje, é a dificuldade de se conseguir que uma mensagem seja compreendida corretamente por outras pessoas. Há uma série de variáveis que transformam essa tarefa, às vezes, numa equação bastante complexa: conteúdo, transmissor, público alvo, maneira de abordagem, entre outras. Quero, porém, ater-me a um aspecto que julgo ser muito importante, e que se refere exclusivamente à parte receptora da mensagem: o pré-conceito.

Seja qual for a mensagem a ser transmitida, havendo algum tipo de pré-conceito acerca da mesma, dificilmente será entendida no sentido real e pleno a ela que se refere!
Senão, vejamos: Jesus trouxe uma mensagem de um novo Reino, que não era desse mundo. Sua mensagem falava acerca de uma nova aliança, alicerçada no amor e na graça de Deus, que é o seu favor sem nenhum tipo de merecimento.
Esta mensagem, apesar de clara e evidente, de uma maneira geral, não foi entendida e nem aceita pelo público-alvo, seja pelo seu conteúdo, seja por causa do seu transmissor! Afinal, como seria possível uma mensagem que confrontasse a forte tradição e o costume enraigado em todo o povo, transmitida por um filho de carpinteiro, vindo da Galiléia e sem a erudição dos “sábios”?


Isso era tão profundamente nocivo, que Jesus confirmou o que Isaías havia profetizado 770 anos antes: “E neles se cumpre a profecia de Isaías, que diz: ouvindo, ouvireis, mas não compreendereis, e, vendo, vereis, mas não percebereis. Porque o coração deste povo está endurecido, e ouviram de mau grado com seus ouvidos, e fecharam seus olhos; para que não vejam com os olhos, e ouçam com os ouvidos, e compreendam com o coração, e se convertam, e eu os cure.”  (Mateus 13.14-15)


Veja, não quero aqui dizer que devemos aceitar tudo, que tudo é bom, etc. Terminantemente, não! A idéia que quero passar é a mesma do apóstolo Paulo: “Examinai tudo. Retende o bem.” (1 Tessalonicenses 5.21)

Não raras vezes, ou somos rotulados ou rotulamos conteúdos, idéias, pessoas... Esse é o grande perigo, pois nos faz perder oportunidades de crescermos, em todas as áreas da vida!
Deveríamos, sim,  refletir melhor sobre nossos “pré-conceitos”, bem como o que ou a quem rotulamos!

Se o fizermos de maneira sincera, nos surpreenderemos muito ao ver que não somos os “donos” da verdade! Somos apenas meros aprendizes dela...

Com a Graça e a Paz de Cristo!


Giancarlo.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Eu, Participante do Evangelho - Parte I



Os dias em que vivemos têm apontado, no Brasil e em outros países, um inegável crescimento no número de pessoas que professam a fé cristã bíblica. A quantidade de ministérios tem aumentado significativamente e o número de pessoas que tem tido a oportunidade de ouvir a Palavra da Salvação também tem crescido de forma impressionante!

Assim, nós, os que aceitamos a Palavra da Salvação, de uma forma ou de outra passamos a ser participantes do Evangelho, como diz Paulo em 1 Coríntios 9.23: “E eu faço isto por causa do evangelho, para ser também participante dele.”

Nessa primeira parte, tenho a pretensão de fazer uma análise desse contexto, fazendo-nos pensar: que tipo de participante eu sou???

Na minha maneira de pensar, há uma separação bem distinta em dois grandes grupos:


PARTICIPANTE ATIVO
                   
Nós, se verdadeiros Comissários do Reino, estamos neste grupo, vivendo na prática as duas principais razões de ainda estarmos nesse mundo: a conversão de almas e a expansão do Reino! Só permanecemos aqui ainda por causa disso. Porém, temos o dever de refletir qual motivação nos faz participar do Evangelho. 
Infelizmente, muitos se desviaram do caminho e participam ativamente do Evangelho por motivos escusos, como vaidade, ganância, poder, status e cargos, envergonhando o Evangelho e desviando muitos de um encontro genuíno com a Verdade!
O próprio Jesus falou sobre estes em Mateus 7.15-23, alertando-nos sobre os falsos profetas, dizendo-nos que os conheceríamos pelos seus frutos e que, naquele Dia, irão ter a sua recompensa.


PARTICIPANTE PASSIVO

Aqui se enquadra uma parte considerável dos que professam a fé cristã, infelizmente. Lotam igrejas, mas não entenderam o verdadeiro propósito de ser cristão, o qual repito: a conversão de almas e a expansão do Reino! Vão à Igreja no domingo, mas fora dali seus frutos são, na maioria da vezes, bastante questionáveis.  Não raro, “relativizam” o poder e o agir de Deus. Estão conformados com a ordem natural das coisas, com o que o mundo nos faz pensar que é verdadeiro, em clara desobediência à exortação de Paulo em Romanos 12.2, para não sermos “conformados com este mundo, mas transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.”

Também desobedecem à ordenança de Jesus, dada em Marcos 16.15-20, a Grande Comissão, cujos objetivos são, repito uma vez mais: CONVERSÃO DE ALMAS E EXPANSÃO DO REINO!

Para os tais, há uma severa advertência, em Apocalipse 3.15-17: “Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca. Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu;”





Deveríamos refletir séria e sinceramente sobre a forma como “participamos do Evangelho”:
- estamos enquadrados em qual destes grupos?
- qual é nossa motivação?

Se não entendermos essas questões básicas e fundamentais, de que adianta sermos apenas mais um número?


Deus faça Sua abundante graça resplandecer sobre a Sua Igreja!

(continua)